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Para analistas, taxa de desemprego se estabiliza no trimestre e fica em 13%

FONTE: Valor Econômico

Depois de três quedas consecutivas, o desemprego voltou a se estabilizar no trimestre encerrado em julho, de acordo com economistas. A estimativa média de 24 instituições financeiras e consultorias aponta que a taxa de desocupação ficou em 13% no mês passado, mesmo número do trimestre encerrado em junho. As projeções variam de 12,9% a 13,3%.

O resultado da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua será divulgado nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa de desocupação atingiu seu auge em março deste ano, quando chegou a 13,7%. Desde então, vem caindo e corroborando o quadro da maior parte dos analistas de uma lenta recuperação do mercado de trabalho. Na média, os economistas estimam que a média do percentual de desempregados terminará 2017 em 13,1%.

O Santander calcula que a taxa de desocupação teve um "ligeiro recuo" para 12,9% em julho. Isso indica um "cenário de estabilização do mercado de trabalho, já que a taxa de desemprego parece ter atingido o pico no segundo trimestre deste ano".

"Em nossa opinião, as variáveis de emprego e renda continuarão melhorando nos próximos meses, ainda que a um ritmo moderado, gerando impulso adicional à demanda doméstica", diz a equipe econômica da instituição financeira em relatório.

Também na ponta mais otimista, o UBS é outra instituição que calcula que o desemprego foi de 13% em julho com ajuste sazonal. O banco lembra que seis meses atrás a taxa de desocupação crescia a um ritmo de três pontos percentuais por ano. "Olhando para a frente, há sinais incipientes de aumento do emprego, em linha com o quadro econômico geral", diz relatório. "Nós esperamos que o desemprego caia lentamente durante o segundo semestre de 2017 (para 12,9%) e em 2018 (para 12,4%)."

A MCM Consultores estima queda para 12,9% da taxa de desocupação no trimestre encerrado em julho, mas espera estabilidade na série com ajuste sazonal. "Por enquanto, a gente não vê a taxa recuando mais fortemente neste ano", diz a economista Sarah Bretones. "Nos nossos cálculos, a taxa começaria a cair de forma mais expressiva no começo do ano que vem", afirma ela, para quem o desemprego médio de 2017 ficará em 13,1%.

Segundo Sarah, a tendência é que o ritmo de crescimento da População Economicamente Ativa (PEA) seja mais lento do que foi no ano passado, mas ainda assim continuando em alta. Esse crescimento no número de pessoas à procura de trabalho dificulta a queda da taxa de desemprego.

"De fato há mais gente voltando para o mercado de trabalho", diz. "É um incremento cada vez menor da PEA em relação ao ano passado, mas ainda assim é um incremento", diz Sarah.

O Fator tem cenário mais pessimista. Nos cálculos do banco, a taxa de desemprego subiu para 13,3% em julho. O motivo foi um crescimento da PEA maior do que o da ocupação no mês passado. O Fator também destaca outra característica do atual mercado de trabalho: a maior participação do trabalho informal nos índices de emprego, o que se traduz em "recuperação indecisa da atividade".

 

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